A Internacionalização do Mundo

29 01 2009

O meu marido trouxe da Fac. de Ciencias de Lisboa o texto abaixo, no qual fiquei muito orgulhosa do ex-Ministro Cristovam Buarque. Vou procurar saber um pouco mais sobre esta pessoa.

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A Internacionalização do Mundo

Cristovam Buarque

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de “A Segunda Abolição” (editora Paz e Terra).

 

Nota:

 

Recebemos um email questionando sobre a autenticidade do texto, pois alguns “web sites” diziam não ser Cristovam Buarque o seu autor. Entramos em contato com Cristovam que confirmou, em 10/05/2002, ser o texto de sua autoria:

“Prezado Paulo 

O artigo é meu e foi publicado no Globo e no Correio Brasiliense, no final de 2000. O fato em si ocorreu em Setembro de 2000 em Nova York, durante o State of The World Forum.

 Grande abraço 

Cristovam”

e mais, em 28 de maio de 2002:

Prezados (as) amigos (as),

Vem sendo distribuido pela internet por diversas pessoas, o que me surpreende agradavelmente, o artigo “A Internacionalização do Mundo”. O fato que deu origem a este artigo ocorreu em Nova York, nas salas de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the World Forum, em Setembro de 2000. Publiquei o artigo no Globo e no Correio Braziliense, logo depois. Mas de vez em quando surgem mudanças e informações adicionais nem sempre verdadeiras. É falso que o artigo foi publicado no New York Time e outros jornais estrangeiros. Se tivesse sido eu tomaria certamente conhecimento através de algum amigo.

No mais, fico contente que vocês tenham lido. E para aqueles que ainda não leram aproveito a oportunidade para mandar.

Grande abraço
Cristovam

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Fonte: AlmaCarioca

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Inbox I: Correios de Portugal – Está demais e é verídico

19 01 2009

Acontece com todo mundo, diariamente recebemos dezenas (alguns recebem centenas) de e-mails onde a metade deles são textos, fotos, noticias curiosas e engraçadas. Não gosto nada de receber mensagens com conteúdo violento, deixa-me mesmo mal-disposta (Dispenso os engraçadinhos).

 

E achei interessante criar um Tag com estes mails que recebo para quem gosta de ver coisas curiosas e engraçadas.

 

 

De: Amigos de Lisboa

 

“Vejam-me isto:

Fui recentemente aos Correios na baixa de Lisboa e fui atendida por

uma dessas novas funcionarias dos Palops. A funcionária (era loira de

carapinha!!) dos Correios perguntou o nome para colocar no recibo.

Sem dar importância disse-lhe que deixasse em branco.

Agora poderão ver no recibo que segue em anexo o que a funcionária

escreveu no local do meu nome.

Para não dizerem que é mentira… Aqui vai”





Para os fãs dos U2, o novo single “Get on Your Boots” (FIRST AIR)

19 01 2009

Os U2 mostrou ao mundo, pela primeira vez, a música “Get On Your Boots” nesta segunda, 19. Mas os que ouviram a faixa acordaram cedo: foi ao ar entre 4h30 e 8h, na emissora britânica BBC Radio 1, que pode ser acessada pela internet.

“Get On Your Boots” é o primeiro single de No Line On the Horizon, que chega às lojas em março. O álbum será lançado em cinco formatos diferentes, incluindo CD, vinil, uma revista exclusiva e um filme de Anton Corbijn (diretor de Control, sobre Ian Curtis, do Joy Division).

Em entrevista à revista americana Rolling Stone, o vocalista Bono disse que as músicas foram inspiradas nos recentes acontecimentos do mundo, caso da faixa Cedars of Lebanon – que fala sobre um correspondente de guerra.
Bono e seus companheiros irão tocar a música na cerimônia de premiação do Brit Awards, em 18 de fevereiro.

Fontes:

Veja

RTP

 

Para quem quiser ainda consultar outras noticias, até mesmo que supostamente “vazaram” na internet, segue algumas fontes abaixo:

Ouçam as quatro músicas do novo disco dos U2 que Bono deixou vazar

U2: Os segredos de No Line on the Horizon contados por Bono e The Edge

Digressão dos U2 com nova tecnologia





Feliz 2009

1 01 2009

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Então como foi a tua passagem de ano? A minha começou lindamente, apesar de ter sido em casa. Mas tivemos a boa companhia  do Freddie Mercury, com direito a lombo assado, camarões, batatinhas, tronco de natal, bolo rei e muitas outras guloseimas.

Mas após este inicio muito agradável, a meia-noite nao foi a melhor…. muito pelo contrario, correu mesmo muito mal… mas anyway, desejo a todos e a mim mesma um 2009 melhor que 2008 foi.

Apertemos os cintos, vem a esperada crise que os lideres politicos anunciaram… Que papai do céu nos proteja!

 

Fica cá abaixo um trecho do melhor momento do concerto em Winbley em 1986, e também o meu melhor momento do fim do ano. Um bejinho a todos!